DIRETOR DA DISCOVER REVELA ESTRATÉGIAS PARA ATRAIR NAVIOS INTERNACIONAIS AO BRASIL

Pablo Zabala, diretor de Vendas e Marketing da Discover Cruises

RIO DE JANEIRO – Logo após Marco Ferraz, presidente da Clia Brasil, e Márcio Santiago, presidente do Brasil CVB, revelarem um panorama do setor de cruzeiros marítimos e dar dicas para os destinos se prepararem para receber bem os turistas, no evento “Como Receber Passageiros de Navios Internacionais”, que acontece no Rio de Janeiro, nesta sexta-feira (23), foi a vez do diretor de Vendas e Marketing da Discover Cruises, Pablo Zabala, revelar estratégias para atrair navios internacionais aos destinos nacionais.

“É preciso saber que quem traz a armadora para um destino é o cliente. É ele que escolhe o roteiro na agência de viagens. Um roteiro sem sucesso de vendas numa temporada, está descartado na próxima. Hoje existe uma grande oportunidade e ao mesmo tempo um grande desafio justamente pela enorme quantidade de navios que estão sendo construídos. O desafio agora é saber para onde estes navios irão. Para isto, precisamos responder perguntas como destino turístico para ver se nos adequamos”, frisou Pablo Zabala.

Entre as questões pertinentes, estão os pilares como relevância do destino em relação a natureza, cultura, arquitetura, gastronomia. “Será que determinado destino cria interesse para os passageiros? Os atrativos estão preparados para receber os turistas? Existe segurança, mobilidade, estrutura turística? A rentabilidade do destino para a armadora é favorável? E o gerenciamento de risco: como um destino consegue lidar com qualquer situação que fuja do controle? E a segurança: os agentes público estão preparados? Os profissionais estão treinados e credenciados? E o transporte público está pronto? Essas são questões que devem ser devidamente esclarecidas”, revelou o diretor.

Outro ponto tem a ver com os riscos, com planos emergenciais, resgates e hospitais adequados para os turistas que desembarcarem em cada destino. A Mobilidade e segurança também se tornam pontos pontos fundamentais para o diretor da Discover. “O destino oferece estrutura de mobilidade urbana? Como fazer câmbio? É preciso que as informações e acessos aos transportes estejam adequados ao turista internacional. O transporte precisa ser seguro, limpo, de forma educada e correta. Isto tudo faz diferença para o turista. E o cruzeirista internacional é experiente, com olhar afiado e já conhece o clima de cada desembarque. Outro fator é com relação aos atrativos. Será que estamos prontos para receber um grande volume de turistas em poucas horas?”, indagou Zabala. “O Rio, por exemplo, tem uma vocação muito forte para receber o turista com qualidade. As cidades menores precisam se atentar a tudo isso, com atrativos e serviços prontos para um grande desembarque”, destacou.

Para finalizar, Pablo Zabala lembrou que os destinos precisam ter todas as autorizações para operar um cruzeiro, com custos operacionais diretos competitivos. “E também tem a questão da rentabilidade. Será que o destinos estão preparados para realizar acordos comerciais como Day use em hotéis, restaurantes e lojas de souvernirs, por exemplo, e acordo com agencias e operadores locais para possíveis passeios? Só assim poderemos receber mais navios e turistas internacionais. A dica que eu dou é que os destinos menores não se concentrem em navios de massa, e sim os mais exclusivos, que sáo menores e por vezes adequados às infraestruturas de seus portos”.

Por: Pedro Menezes – M&E